Eu desacreditei de mim.
Em algum momento, não sei porquê, eu acreditei nos rótulos. Me fizeram acreditar que eu era difícil de lidar, que eu era crítica demais, que eu era brava, me rotularam até de bipolar. Me fizeram acreditar que ninguém me amaria, não da forma normal, não da forma fácil, não de um jeito bom. E eu tomei tudo isso por verdade. Eu comecei a me rotular com essas palavras. Logo quando eu conhecia alguém, já deixava claro o quão difícil eu era. Fui dura comigo mesma, me obriguei a mudar, passei anos tentando me entender, entender meus erros, minhas atitudes.
Eu tive que me amar de uma forma surreal, tive que me orgulhar da mulher que sou, tive que ouvir e aceitar os elogios (verdadeiros), para enfim entender que eu nunca fui difícil.
Encontrar alguém agora, que me elogia pelas minhas atitudes, que ama meu comportamento, que entende minha essência, é incrível, mas assustador. Pensar que eu aceitei como amor as críticas que ouvi, e agora tudo aquilo que me ensinaram que era errado e ruim em mim, é motivo do sorriso de alguém, e é elogiado imensuravelmente.
Em algum momento eu me perdi de mim. Perdi quem eu era para ser quem queriam que eu fosse. Perdi minha risada frouxa, porque era alta demais. Perdi minhas bobagens, porque era infantil. Perdi minha naturalidade. Hoje eu sou uma versão tão verdadeira de mim. Hoje minhas atitudes são naturais. Hoje, hoje mesmo, ele me disse que ama minhas bobagens e brincadeiras. Hoje, pela manhã, no carro, ele disse que ama meu sorriso, enquanto eu gargalhava alto. É tão bom ser amado sendo o que somos, que eu não quero mais outra vida, se não for desse jeito.
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